Núcleo temático 2 - performances e arte educativas nas instituições de ensino.
Performaces Culturais: Fundamentos e Conceitos
Arte expandida: Interterritorialização das linguagens na cultura digital
As performances e-Arte/Educativas nas Instituições de Ensino
Ciberdesafio na Escrita - Selma 07
Performances culturais: fundamentos e conceitos
Podemos definir o conceito de cultura como um conjunto de práticas, saberes, ações, valores e normas que permeiam as relações humanas. A cultura é um fenômeno dinâmico, sujeito a constantes transformações.
As Ciências sociais, durante sua consolidação com as diferentes escolas francesas, norte americana, inglesa e alemã tentam dar conta de todos os aspectos das sociedades humanas que não são biológicos ou naturais, mas transmitidos por meio da interação social, de suas manifestações artísticas e culturais constituem seu universo simbólico de atuação.
Nesse sentido, as diferenças entre as sociedades humanas podem ser explicadas pelos valores e práticas aprendidos na vida em sociedade, e sua configuração está relacionada a escolhas e experiências históricas vividas em cada comunidade. Assim surge a concepção de que as diferenças entre os seres humanos e suas respectivas sociedades devem ser atribuídas a cultura. Com base nesse pensamento, que rompe com o determinismo biológico e geográfico e se volta para a investigação dos aspectos socialmente transmitidos dos agrupamentos de indivíduos.
Falar em cultura sem abordar a questão do etnocentrismo e do relativismo cultural significa negar os preconceitos que foram naturalizados no decorrer da historia da humanidade. O primeiro pode ser definido como o modo que olhamos para o mundo com os olhos e as lentes dados por nossa cultura. Por meio dela observamos o mundo e avaliamos os outros. O Outro termo diz respeito á postura segundo a qual se procura relativizar a maneira de pensar, agir e sentir, e assim, se colocar no lugar do outro. como no caso das questões abordadas entre trocas culturais, e o processo de aculturamento de imigrantes que trafegam de um lado para o outro.
A cultura passa a ser dada pelo modo como o homem se organiza e atua para sobreviver na natureza, seja em seu espaço geográfico ou de acordo com sua etnia. Desse modo, A interação do homem com o meio físico e como ele usa os recursos deste é passado para as gerações seguintes, como meio de sobrevivência. Um exemplo de como a cultura age em relação ao meio físico é se alimentar de ratos na china, e como existem ratos no Brasil, então porque não os consumimos? Se o determinismo geográfico estivesse correto, nós brasileiros nos alimentaríamos igualmente desses animais, pois eles também habitam nosso território.
O determinismo geográfico ou ambiental colocava o homem numa condição de submissão aos aspectos naturais, onde a natureza é que determina a ação humana, ou seja, sugere que é o meio ambiente que uma pessoa vive que define suas características físicas e fisiológicas. Exemplos: os brasileiros são calorosos e comunicativos porque vivem em um país de "clima tropical". Todos que moram em "favelas" tornam-se criminosos. Pessoas que moram na Bahia, onde o clima é "quente" são lentos e preguiçosos devido aos fatores geográficos do local.
Creio que cabe a cada um de nós, docentes em área específica fazer o recorte pedagógico mais apropriado em cada contexto para que haja a sobrevivência e revitalização do trabalho pedagógico crítico e autônomo.
Bibliografia:
CUCHE, D. A noção da cultura nas ciências sociais.Bauru: Edusc, 1999, p.9-174
TEIXEIRA, J.G.L.C. Apresentação. In.: TEIXEIRA, J.G.L.C; ET all. (orgs.). Patrimônio imaterial, performance cultural e (re)tradicionalização. Brasília: ICS-UNB, 2004, P.7-11.
Performances antropológicas em diálogo com as artes intermidiáticas e seu ensino
Discutir drama social na elaboração de uma PERFORMANCE arte/educativa intermidiática Questão norteadora do Encontro: Como você criaria um conflito, pedagogicamente, para se estabelecer um drama social em sala, para seu aluno buscar e (re)significar: a) Lixo na escola; b) a descarga do banheiro da escola?
Material de apoio:
Texto: Drama Social Victor Tunner
https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/49992/54124
Como elaborar uma performance arte/educativa intermidiática
Objetivo
1 - Oferecer aos professores da educação Básica, algumas práticas educativas para enfrentar o problema do lixo deixado em sala de aula e demais dependências da escola.
2 - Traçar estratégias de intervenção que possam levar os alunos e comunidade escolar a refletir sobre seus atos, hábitos e conflitos sobre a produção, consumo e descarte do lixo, por meio de ações que poderão levá-los a ressignificar suas atitudes, visando melhorar o convívio social como um todo.
3 - Analisar criticamente a sociedade de consumo à construção da cidadania.
Metodologia
1 - Realizar confecção de fotos e montagem de painéis sobre o "antes" e "depois". Onde o antes será aquele momento da bagunça, de fotografar os próprios alunos produzindo e descartando lixo de maneira incorreta. E o "depois" caracterizado pela escola limpa, com lixeiras próprias para cada tipo de lixo, salas de aula e banheiros limpos e organizados como espaço agradável, acolhedor e propício para se estimular o conhecimento.
2 - O processo de descarte, seleção e separação do lixo deve estar apoiado por uma prática educativa cuja finalidade será a educação consciente de toda a comunidade escolar. A partir das fotos do lixo produzido na escola, mostrar o documentário "Ilha das Flores, do sociólogo Herbert de Souza, como uma proposta de construção da Ação da Cidadania, contra à Fome, a Miséria e pela Vida, onde o lixo passa a ser percebido também como fonte de renda, e principalmente pela tomada de consciência de que existem outras pessoas além de nós mesmos, que vivem da reciclagem e separação do lixo.
3 - A partir da criação da própria imagem criada pelos alunos do lixo na esfera escolar, eles terão a oportunidade de aprender a ler essa imagem conscientemente e criticamente, e assim, poder ressignificar sua conduta individual. Aqui utilizamos o conceito de abordagem triangular de Ana Mae Barbosa, quando diz que saber ler imagens na contemporaneidade se faz fundamental, pois elas possuem o poder de alienar o povo desde os primórdios da humanidade.
4 - Abordar sobre a importância da reciclagem, relacionando às cinco regras básicas: repensar, recusar, reduzir, reutilizar e reciclar. A partir daí, se faz possível uma mudança comportamental, crítica, social, econômica e ambiental, que diminuirá o impacto causado pela quantidade de lixo produzido.
5 - Para reciclar se faz necessário analisar como ocorre a coleta seletiva de lixo na região onde se vive, se há ou não coleta seletiva, se há algum local que compra os materiais recicláveis, etc.
6 - Organizar a montagem de uma composteira e uma horta na escola como forma de intervenção educativa.
Materiais de apoio:
Vídeos e filmes educativos: Os impactos do lixo na natureza; Ilha das flores e Wall-e entre outros.
Avaliação:
A avaliação será participativa e uma pesquisa de trabalho em grupo sobre a importância da reciclagem e os cuidados com a questão do lixo e na montagem da horta.
Bibliografia:
BARBOSA, A. M. e CUNHA. F. P. (org.) Abordagem Triangular do Ensino das Artes e Culturas Visuais. São Paulo: Cortez, 2010.
Filme:
https://www.youtube.com/watch?v=XFQTBRglk1E
Ciberdesafio na escrita
Disciplina 8
Professores: Fernanda Cunha e Selma Rosa.
Aluna: Alessandra Gonçalves Pinheiro.
Ação 1:
Bibliografia:
SCHECHENER, Richard. 2006. "O que é performance?", em performances studies: na introduccion, second edition. New York & London: Routledge, p. 28-51.
Análise crítica do texto: O que é performance?
De acordo com Schechener (2006) alguns dicionários o conceito de "performance" pode ser definido como uma execução, uma façanha, um desempenho ou capacidade de realizar trabalho, uma maneira de reagir a um estímulo ou cumprimento de uma promessa equivalente a competência. Poder realizar uma performance pode ser também um ato de exibição, de traçar uma ação para determinado público, de desempenho ou de mostrar fazendo.
Para Heráclito, conforme Schechener (2006), o termo explicar fazendo é um esforço reflexivo para compreender o mundo da performance e o mundo enquanto performance. As ações podem ser definidas como tipos de comportamentos no dia a dia definidos como hábitos que são construídos cotidianamente. Neste sentido, a performance passa a ser entendida enquanto repetição da vida diária. Em Goffman (1959: in Schechener), a ação possui a característica em definir o papel social como encenação de direitos e deveres de cada papel ou status social. Onde cada um destes papéis pode ser executado em uma ou várias séries de ocasiões, para um mesmo tipo de público, ou para as pessoas de determinado público. Neste caso, performance pode ser também a habilidade em organizar, de detalhar com atenção cuidadosa a elaboração de cada detalhe que será apresentado a um público ou ocasião. O reconhecimento de que toda atividade humana é uma performance de comportamentos repetitivos carrega uma consciência de que nossas vidas estão estruturadas de comportamentos repetidos. Como por exemplo: na vida cotidiana cozinhar, sociabilizar; nas artes; nos esportes; nos negócios; na tecnologia; no sexo; nos rituais e em ação enquanto desempenho determinado papel. As performances da vida podem ser marcadas pelos rituais coletivos e pelas tradições herdadas pelo coletivo social e cultural anônimos. Como define Geertz (1973: in Schechener), o comportamento humano passa a ser padronizado pela cultura, como expressão simbólica das ações sociais manifestadas pelo comportamento e do "fazer" enquanto ação simbólica. Aqui cabe o cuidado com as generalizações, pois cada "performance pode ser generalizada até o nível teórico da restauração do comportamento ", mas como prática concreta passa a ser dinâmica e específica diferente da performance anterior. Neste sentido, o uso da tradição é performance nos rituais, nos jogos, nas peças e nos papéis da vida cotidiana, manifestados pela conduta de cada indivíduo, são performances porque a convenção, o contexto e a tradição assim o definem. De acordo com Allan Kaprow (1983: in Schechener), a arte Ocidental possui duas vertentes: a arte como vida e como expressão de vanguarda generalizada; e a arte como arte da vanguarda destinada aos especialistas. Onde, a arte como vida é descontraída, bem humorada e generalizadora, pois expressa várias misturas de gêneros artísticos. Já arte como arte expressa o conhecimento tradicional, separatista de gêneros como, por exemplo, das artes visuais, da música, da dança, da literatura, do teatro... A arte pode considerar qualquer comportamento, evento, ação ou coisa enquanto performance. Como os mapas, por exemplo, que representa a impossibilidade em retratar realmente a exatidão do formato do espaço territorial, então cada desenho, planta ou projeção varia conforme o autor, sendo portanto designado como performance, representando também relações de poder político. Assim, também no palco, várias convenções marcam fronteiras entre o fingir ser real e "ser real". Esta distinção foi percebida em detalhes pelos meios de comunicação num extenso "fazer de conta", onde apresentam performances que intencionalmente apagam e sabotam este limite. As figuras públicas, principalmente presidentes, políticos com cargos importantes e a mídia utilizam destes recursos desmedidamente, desde a montagem do cenário que querem demonstrar como real, proporcionando um pano de fundo patriótico visando convencer o público sobre sua importância e legalidade. Como também os "âncoras" das redes televisivas, "professores velhacos", especialistas, advogados, generais, aposentados entre que vendem suas "verdades", reafirmando ao mesmo tempo, sua autoridade criada por suas frequentes aparições, mestres em transformar suas más notícias pré-fabricadas em boas. Em oposição, muitas pessoas também se tornaram sofisticadas em desconstruir técnicas performáticas para engana-las, como aquelas performances construídas pelos meios de comunicação. Hoje em dia as fronteiras territoriais estão fora de foco, vemos um processo de desterritorialização comum em todas as áreas de informação e saber. São exemplos a política, a informação e a língua que se tornou algo sem barreiras para conhecer o "outro" que está além da fronteira territorial, mas ao nosso lado com o simples acesso da internet, que por sua vez possui recursos possíveis de traduzir qualquer idioma que se deseja escrever. Essa hibridização é boa ou ruim? "A globalização é algo equivalente à americanização?", questiona o autor. Conforme Schechener (2006), existem vários tipos de estipular as performances: como aquela de Bharata, um sábio indiano, que pensava a performance como algo que se vai arquivando o conhecimento, e guarda a compreensão para depois expressar suas emoções; Horácio argumenta que o papel do teatro seja o de entreter e educar o que é algo defendido por muitos renascentistas e mais tarde por Bertold Brecht. Para ele, a principal função da performance está em entreter, construir algo belo, formar ou identificar uma identidade, construir ou educar uma comunidade, curar, ensinar, persuadir ou converter e por fim, lidar com o sagrado e / ou profano. Toda performance demonstra mais de uma destas funções, como exemplo uma demonstração de rua pode ser sobre ensinar, persuadir e convencer, mas também têm que entreter, e podem educar e criar uma comunidade. Como por exemplo, O Teatro do Oprimido de Augusto Boal, que instiga os "espectadores" a agirem, a analisarem e a mudarem suas situações. Outro exemplo utilizado pelo autor foi Jiang Qing que ajudou a organizar e estruturar a revolução cultural na China. Ela produziu uma série de "óperas modelos" cuidadosamente emoldurada para ensinar, entreter, e colocar em andamento uma comunidade embasada nos valores do comunismo chinês. Jiang Qing buscou dar nova definição as formas de expressões artísticas, estreitamente ligada aos ideais revolucionários. Assim, operar o conceito de performance significa abordar o "entretenimento" ou a representação como algo produzido para agradar a um público. Mas o que pode agradar um público ou espectador, pode não agradar outro. Como o teatro de guerrilha que estilhaça e pode até destruir. Este não é entretenimento, mas arte "ofensiva" que tem como alvo dois públicos definidos simultaneamente: aqueles que acham a obra agradável e aqueles que são envolvidos pelo desconforto que a obra lembra. Aqui, o que é belo não significa o que é bonito, mas a própria encenação do que os horrores pode produzir e sua encenação estética, como por exemplo os horrores produzidos pela escravidão, o extermínio dos nativos americanos, Os Desastres da Guerra, de Francisco de Goya Y Luciente, que nos mostram que nada está longe do tratamento artístico quando retrata os horrores das Guerras Peninsulares travadas entre Espanha, Portugal e França. Analisar a performance enquanto evento, ação e comportamento significa utilizar a noção de duração "enquanto" performance. Pois a performance possibilita analisar uma ação ou evento no momento em que ela se processa ou realiza. Saber qual a importância relevante desse acontecimento em determinado momento, depende do local e do contexto em que a performance está sendo construída.
Bibliografia:
SCHECHENER, Richard. 2006. "O que é performance?", em performances
studies: na introduccion, second edition. New York & London: Routledge, p. 28-
51.
Ação 2:
Realizar uma produção audiovisual de 1 minuto contendo uma síntese reflexiva , inter-relacionando o tema conceito de seu Eixo temático com o texto "O que é performance", buscando reflexão com o módulo 1.
Ação 3 -
Elaborar e construir com recursos inter-midiáticos o símbolo gráfico de sua Bandeira
O símbolo gráfico da árvore nos remete à ideia de fecundidade, como símbolo sagrado da criação e imortalidade tanto da vida humana quanto do meio ambiente ao seu redor. Nesse sentido poderemos relacionar ao símbolo próprio da natureza a origem da vida e, sua copa, a noção de expansão interterritorial e das suas ramificações em redes de saberes, interconexão com o conhecimento virtual e real, enquanto e-fazer, e-contextualizar e interpretar. Nesse sentido, o símbolo da árvore transmite a ideia da arte educação ambiental como proposta de construção da cidadania e da importância da reciclagem.
Ação 3
Ação 1:
Leitura analítica do texto:
Cunha, Fernanda P. Como realizar performances culturais arte/educativas sem desígnio pedagógico-critico?. 22º Encontro Nacional Anpap: Ecossistemas Estéticos, Belém, p.2410-2420, 2013.
Ação 3:
Elaborar o 1º. Esboço de um plano de investigação CiberArte/educativa (ou e-Arte/educativa) preferencialmente para educação básica, tendo como objeto de construção as seguintes questões: O que ensinar? Para que ensinar? Para quem ensinar? Como ensinar?
Ação 4:
Re-elaborar plano de investigação ciberArte/educativo:
Plano de intervenção CiberArte/educativo: "Educa e Recicla"
A proposta de ensino deste plano de intervenção de Arte Educação Ambiental está em poder oferecer oportunidades para que os alunos utilizem a tecnologia como forma e busca de conhecimento. Além de serem usuários assíduos da internet, a variedade de ferramentas tecnológicas proporciona uma nova dinâmica de aprendizagem. Neste contexto, poder incentivar o uso da internet para pesquisar e despertar o interesse dos alunos para a reciclagem, buscando associa-la à questão ambiental e cultural, analisar criticamente a sociedade de consumo, e daí poder relacionar a reciclagem ao conceito de cidadania entrelaçado ao de modernidade e pós modernidade em Giddens (1991).
Para Giddens (1991), a discussão sobre modernidade passa por questões como descontinuidade da modernidade, segurança e perigo, confiança e risco, tempo e espaço, desencaixe reencaixe e reflexividade sociológica da pós-modernidade. De acordo com o autor, nós não estamos entrando em um período que possa ser denominado pós-modernidade, mas em um período em que as consequências da modernidade estão se radicalizando e se universalizando de tal forma que jamais vimos antes.
No texto o autor aborda a questão do perigo e risco como intimamente relacionados, usando como exemplo, tanto as ações individuais e coletivas que podem ameaçar grandes massas ou mesmo todo um planeta, como no caso de um desastre ecológico ou nuclear.
Partindo desse pressuposto da ameaça de risco e perigo em Giddens, o objetivo desse trabalho está em fazer com que o público alvo faça um exercício reflexivo, reconhecendo a importância da reciclagem seletiva do lixo para o meio ambiente a fim de identificar hábitos e atitudes individuais e das famílias, referentes à coleta seletiva do lixo, como também aprender a separar e reutilizar o lixo, a construir uma composteira, percebendo que a partir de atitudes simples no cotidiano pode-se cultivar um vaso de algum produto de hortaliça em casa utilizando cascas de frutas e legumes como adubo orgânico.
O trabalho será feito por meio da apresentação de filmes e de vídeo-aulas, rodas de conversas sobre consumismo, o que causa produção de gases tóxicos e efeito estufa, mostra de obra de arte por meio como "O Grito" de Edward Munch, num momento de profunda tristeza (um grito) existencial, por meio de sites de busca na internet, bem como a produção e divulgação de cartazes para conscientizar toda comunidade escolar sobre a importância da reciclagem seletiva do lixo para o meio ambiente, fazer levantamento de pesquisa de aplicativos voltados para a área da educação e reciclagem, como buscar informações para customizar roupas, objetos fora de uso e jogos on-line sobre reciclagem, exercícios extra classe e aula de laboratório sobre como separar, higienizar, reaproveitar, reutilizar, repensar recusar e reduzir. Para reciclar se faz necessário analisar como ocorre a coleta seletiva de lixo na região onde se vive, se há ou não coleta seletiva e se há algum local que compra os materiais recicláveis, e como elaborar uma horta coletiva na escola.
Este projeto se destina aos estudantes do 1º., 2º. e 3º. Ano do ensino médio, 3º.
Ciclo da educação básica, região leste, cidade de São Paulo.
Bibliografia:
CUNHA, Fernanda Pereira da Cunha. Paisagens pedagógicas Digitais: resistência, resiliência, (re)existência. 2018. 5 p. (Professora Associada EMAC/UFG). Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2018.
CUNHA, Fernanda P. Como realizar performances culturais arte/educativas sem desígnio pedagógico-critico. 22º Encontro Nacional Anpap:
Ecossistemas Estéticos, Belém, p.2410-2420, 2013.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido.Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. Saberes necessários à prática educativa. 17. Ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2001.
GIDDENS. Anthony. As consequências da modernidade.São Paulo: Editora UNESP, 1991.
SCHECHNER, Richard. 2006. "O que é performance?" em Performance studies: an introduccion, second edition. New York & London: Routledge, p. 28-51.
IDIOCRACIA. Filme: direção Mike Judge, EUA, 2006.
ILHA das flores. Documentário: direção Jorge Furtado, Brasil, 1989.
UMA verdade inconveniente. Documentário, direção Davis Guggenheim, EUA, 2006.
UMA verdade mais inconveniente. Documentário, direção Bonni e Jon Shenk Cohen, EUA, 2017.
Disciplina: 9
Arte expandida: proximidades e diálogos entre artes cênicas, artes visuais e música.
Professor: Francisco Guilherme de Oliveira Junior e Selma Rosa.
Atividade 1:
Reflexão sobre proximidades e diálogos entre as Artes Cênicas, Artes Visuais e a Música, a partir de leituras indicadas e do repertório do estudante.
1. Pesquise sobre uma obra (espetáculo, performance, etc.) onde haja a interação de pelo menos duas linguagens e faça um breve relato.
2. Teça reflexões entre seu relato e um ou mais dos textos disponíveis nos links indicados para esta atividade. Poste seu texto, contendo o relato e as reflexões em um arquivo único, com as devidas referências e identificação.
O presente trabalho possui a intenção de analisar a música "Redemption song" de Bob Marley, numa releitura cover do Festival Global Citizem, 2015, no Central Park de Nova York. Esse festival foi oferecido como recompensa para as pessoas que participaram da "jornada de ação" deste festival em comemoração ao lançamento das "Metas Globais das Nações Unidas". O cover musical do vídeo clipe por Eddie Vedder e Beyonce, apresenta também, trechos de um discurso de Nelson Mandela rogando pelo fim da pobreza na humanidade. Nelson Mandela foi um grande ativista contra o apartheid na África do Sul e estavam presentes outros grandes mensageiros da paz das Nações Unidas como Leonardo DiCaprio, Bono Vox entre outros.
O mais importante aqui é ressaltar a importância de resgatar as "canções de redenção" com o movimento ambiental no que diz respeito a melhoria de vida das populações carentes e daqueles que acreditam na construção de um mundo melhor. E aqui, podemos retomar Giddens no que diz respeito ao movimento político ambiental que tenha o propósito da música na sua súplica às "canções de liberdade no sentido de nos libertamos da escravidão mental, como diz a letra, "pois ninguém além de nós mesmos pode libertar nossas mentes".
Podemos aqui estabelecer um elo com a canção da liberdade e a universalização da questão ambiental como um problema a ser superado por todos em busca de novos atos e atitudes, livres do consumismo que nos faz produzir cada vez mais lixos e poluentes. A referência ao texto de Saulo Dallago diz respeito à consciência do ser humano como algo a ser construída em um processo contínuo, existe sempre uma possibilidade maior de aprendizado por parte do indivíduo e o que nos une é essa busca constante da nossa formação identitária enquanto seres políticos, capazes de nos posicionarmos na construção dos nossos Ideais.
Bibliografia:
DALLAGO, Saulo Germano Sales. Hibridismo e Fragmentação: a junção de
linguagens artísticas na montagem do espetáculo Enquanto Dure. Relato
publicado na Revista Urdimento, v.3, n. 30, UDESC: Santa Catarina, 2017.
Disponível em:
https://www.revistas.udesc.br/index.php/urdimento/article/view/14145731033020
17090 Acesso em 02/05/2018.
GIDDENS. Anthony. As consequências da modernidade. São Paulo: Editora
UNESP, 1991.
https://jura.com.br/redemption-song-de-bob-marley-revisitada/
https://www.youtube.com/watch?time_continue=226&v=MJHgMD1S0bg
ATIVIDADE 2
Pesquise e poste no fórum um vídeo de uma obra artística (cênica, visual e ou musical) ou link para esta, que tenha em seu cerne a presença de novas tecnologias (de comunicação, digital, instrumental).
Apresente sua postagem, contextualizando a obra, com dados a respeito dela, como título, suporte/linguagem, autor(es), data.
Estabeleça conexões com os textos da disciplina e leituras realizadas ao longo do curso, apontando a presença de recursos tecnológicos que você verificou na referida obra e como estes participam de sua constituição.
O vídeo escolhido para análise desta disciplina é o ECOPOÉTICA - Plasticidade - Making of figurinos - disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ZM_sUqfQ1zU
Este vídeo faz parte do projeto Ecopoética: Arte e Sustentabilidade em Intervenções Urbanas, desenvolvido pelos artistas Marina Mendo e Rossendo Rodrigues, apresentado no complexo cultural Vila Flores em Porto Alegre, Brasil em 11/10/2016. Tal projeto constitui em uma plataforma de pesquisa e busca por poéticas de sustentabilidade no ambiente urbano, articulando conexões entre ecologia, sustentabilidade e artes cênicas.
No início do vídeo surgem cenas de pessoas tecendo vestimentas com material reciclável como sacolas de plástico e reutilizando e (re) significando roupas usadas como expressão constitutiva da identidade social do que seria uma forma de ação ecológica e ambiental. No tocante as linguagens de comunicação tecnológica, este vídeo está constituído por imagens que mostra o sujeito em pleno processo de constituição criativa.
Da união desse processo criativo podemos destacar a importância dessa performance ganhar força de interação e de buscar seguidores via internet, com o mesmo desejo de posicionamento em relação ao movimento de mudança e atitude ambiental. Essa manifestação se constitui enquanto ingrediente de manifestação ideológica, buscando dialogar com diferentes seguimentos de consumidores de vestuários, várias formas alternativas e conscientes de consumo e à construção da identidade.
Conforme Dallago (2017), a busca da identidade não pode perder de vista "...os pés no presente e os olhos no passado", onde o sujeito vai tecendo sua concepção de si mesmo no presente e se projetando no futuro. Já em Meireles (S/D), podemos dizer que o ciberespaço, representado pelo espaço cênico em rede, atua como mediador das experiências subjetivas. Onde a percepção faz parte de um processo mental como forma de entrelaçar o material que resultará na vestimenta. Onde a forma passa a ser vista como um fato sensorial apreendido no espaço físico até a sua elaboração concreta.
Podemos visualizar nas cenas do vídeo Ecopoética uma linguagem gestual humana e seus significados emocionais por meio do apelo visando ao reaproveitamento, a reciclagem e a reutilização de tantos objetos utilizados no passado buscando conscientizar a importância do seu uso sustentável. Nos dois autores, Dallago e Meireles estão presentes dois processos de representação e construção da identidade intimamente interligados como um processo criativo, elemento mediador da (re)construção espacial intrínsecos a atividade humana.
Bibliografia:
Dallago, Saulo Germano Sales. "Hibridismo e fragmentação: a junção de
linguagens artísticas na montagem do espetáculo Enquanto Dure". Relato
publicado na Revista Urdimento, v. 3, n. 30, UDESC: Santa Catarina, 2017.
MEIRELES, Tânia Mara Silva. "Forma em movimento: um diálogo entre as Artes
Plásticas e as Artes Cênicas". Escola de Belas Artes, UFMG, s/d.
Atividade 3
Alunas: Alessandra G. Pinheiro e Lucília M. A. Inocêncio de Oliveira.
O fazer arte sob os auspícios das novas tecnologias:
A partir da leitura de DALLAGO, Saulo Germano Sales, em Hibridismo e Fragmentação: a junção de linguagens artísticas na montagem do espetáculo Enquanto Dure. Relato publicado na Revista Urdimento, v.3, n. 30, UDESC: Santa Catarina, 2017. Disponível em: https://www.revistas.udesc.br/index.php/urdimento/article/view/1414573103302017090 Acesso em 02/05/2018, fizemos uma análise reflexiva sobre a questão da busca da identidade, tendo como referência a música "Inclassificáveis" de Arnaldo Antunes.
O recorte entre a bibliografia e a música trabalha o sentido de buscar a identidade "com os pés no presente e os olhos no passado", onde o sujeito vai modificando o seu ponto de vista, de si mesmo tanto no presente como no passado e sempre em processo contínuo. Dallago (2017) busca identificar a fragmentação da identidade do sujeito a partir de suas reminiscências passadas e sua busca do seu significado histórico.
DISCIPLINA 9
Interterritorialidade: Aspectos conceituais sobre as artes expandidas e a Metalinguagem no Ciberespaço
Estudo das noções de representação, imaginário, contexto histórico, identidade, cotidiano, tendo em vista as artes em processo de interação metalinguística.
Atividade 1:
Elaboração de um texto, de a 800 a 1000 palavras, que leve em consideração as noções de Representação, Imaginário, Contexto histórico (PESAVENTO, 2005) Identidade (SILVA, 2007), Cotidiano (CERTEAU, 2007), tendo em vista as artes em processo de interação metalinguística (ROSA, 2013 e 2016).É fundamental ter objetos artísticos (música, literatura, pintura, imagens fílmicas etc) como ponto de partida para desenvolvimento das reflexões.
Atividade 2
Análise e Apreciação crítica acerca da Música Popular Brasileira, mediante a compreensão de processos identitários inerentes à confluência de relações entre sons e imagens, cultura e memória.